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IA na sala de aula: como a UniRV está preparando docentes e estudantes

Publicado em: 02-07-2026
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O uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) faz parte de atividades rotineiras. No ranking do ChatGPT, entre os assuntos mais procurados estão: escrita e revisão de textos, estudos e explicação de conteúdos, programação, saúde e bem-estar, organização e produtividade, ideias e criatividade, carreira e currículo, finanças, viagens e receitas e culinária.

Em específico, no Ensino Superior, dentro das salas de aula, laboratórios e grupos de pesquisa, os assistentes de IA para uso diário podem apoiar os estudos, mas seu uso não deve substituir a autoria do estudante e/ou pesquisador. Diante desse cenário, a UniRV tem adotado uma postura pioneira para orientar docentes e estudantes sobre o uso responsável dessas tecnologias, tanto na Graduação, onde um documento de recomendações está em fase de elaboração, quanto na Pós-Graduação, que já segue a normativa mais recente do CNPq sobre integridade científica.

Para entender os impactos, os desafios e as oportunidades que a IA representa para o ensino superior, o pesquisador na área de IA no Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA-UFG), professor da Faculdade de Engenharia de Software e Gestor de Tecnologia da Informação da UniRV, Me. Sandro Silva Moreira, explica de que maneira a inteligência artificial impacta a formação acadêmica.

Uma terceira fase da IA

Segundo o professor, o ensino superior já passou por transformações profundas antes da chegada da IA. "Historicamente, o ensino superior estava centrado na figura do professor como o detentor e a única fonte de informação dentro da sala de aula. Com a democratização da internet, o perfil do estudante mudou, tornando-o mais autônomo. Agora, a Inteligência Artificial inaugura uma terceira fase, que exige uma reavaliação profunda das metodologias de ensino e aprendizagem", pondera.

Para Sandro, proibir ou bloquear o uso da IA pelos estudantes não é um caminho eficaz nem realista. "O verdadeiro desafio e a grande oportunidade está em adaptar a metodologia pedagógica", afirma. O objetivo é capacitar o aluno a utilizar a IA como um catalisador para adquirir conhecimento, sem abrir mão do pensamento crítico, já que mesmo os sistemas mais avançados cometem erros e geram alucinações. "Quando bem direcionada, a IA não substitui o fator humano, ela potencializa o ensino e o aprendizado, preparando os estudantes para um futuro onde a co-criação com sistemas de IA será a norma", explica.

Parceria com o Google amplia acesso institucional seguro

A UniRV já vem incorporando a IA em suas atividades de forma estruturada. Por meio da parceria com o Google, com o programa Workspace for Education, a Instituição liberou o acesso institucional ao Gemini e ao NotebookLM para toda a comunidade acadêmica, uma decisão estratégica em relação à privacidade dos dados. "Ao contrário das ferramentas públicas, cujos termos de uso preveem a utilização de dados dos usuários para o treinamento de novos modelos, o plano corporativo institucional garante total privacidade, conformidade e segurança das informações", destaca. A UniRV também está preparando treinamentos e programas de aperfeiçoamento profissional voltados ao uso ético e correto dessas ferramentas, destinados a servidores e acadêmicos.

Oportunidades para pesquisa e produção científica

Além da sala de aula, a IA abre novas fronteiras para o desenvolvimento científico. De acordo com Sandro, professores e estudantes pesquisadores encontram na tecnologia um verdadeiro assistente de alta performance, capaz de otimizar processos como a tabulação de grandes volumes de dados e a interpretação preliminar de resultados, liberando o pesquisador para focar na análise estratégica e na geração de novos insights. Algoritmos avançados também auxiliam em revisões bibliográficas e metodológicas mais criteriosas, identificando padrões que poderiam passar despercebidos. "Em suma, a IA acelera o ciclo da descoberta científica, elevando o patamar da produção acadêmica", resume.

Transparência como pilar ético

Ao tratar dos cuidados éticos, o professor é enfático: o uso da IA na academia deve ser guiado pela transparência e pela honestidade. "O estudante ou pesquisador deve ser explícito sobre o papel da tecnologia em seu trabalho, declarando abertamente como, por que e em quais fases do processo as ferramentas de IA foram utilizadas", afirma. Ele reforça que o usuário final continua sendo o único responsável técnico e ético pelo conteúdo publicado, o que exige revisão humana cuidadosa para mitigar vieses, checar a veracidade das fontes e evitar plágio. "A tecnologia deve ser uma extensão da capacidade humana, e nunca um substituto para a autoria, a originalidade e o rigor científico", orienta.

Diretrizes específicas para cada nível de ensino

Na Graduação, a UniRV está desenvolvendo um documento institucional com recomendações para o uso ético e pedagógico da Inteligência Artificial, que orientará docentes e estudantes quanto às boas práticas no dia a dia acadêmico. O material está em fase de elaboração e será divulgado à comunidade acadêmica assim que finalizado.

Já na Pós-Graduação, a Instituição já segue a Portaria CNPq nº 2.664, de 6 de março de 2026, que institui a Política de Integridade na Atividade Científica em âmbito nacional. A UniRV reforça junto a docentes e coordenadores a importância do normativo, que trata de boas práticas científicas, responsabilidade na autoria, integridade dos dados e uso responsável da inteligência artificial na pesquisa acadêmica.

Olhar para o futuro sem perder a calma

Para encerrar, o professor Sandro convida a comunidade acadêmica a olhar para a história antes de temer o presente. "Esta não é a primeira revolução tecnológica que a humanidade enfrenta. Passamos pela máquina a vapor, pela chegada da eletricidade, pela mecanização da indústria e pela internet. O ciclo atual está apenas repetindo esse padrão econômico", observa. Embora algumas profissões sejam transformadas ou eliminadas, a história mostra que dezenas de novas oportunidades surgem no lugar.

Segundo o docente, a chave está em preparar os futuros profissionais para identificar essas novas oportunidades. "À medida que as tarefas operacionais são automatizadas, fica cada vez mais evidente que o potencial criativo, a empatia e o pensamento crítico humano serão o grande diferencial de mercado", finaliza.

Compromisso institucional com a inovação responsável

Para o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, o movimento da Instituição em relação à Inteligência Artificial reflete um compromisso maior com a qualidade do ensino e da pesquisa. "A UniRV entende que não basta acompanhar a transformação tecnológica: é preciso liderar esse processo com responsabilidade. Por isso, investimos em ferramentas seguras, capacitação de docentes e discentes, e diretrizes éticas claras, tanto na Graduação quanto na Pós-Graduação. Nosso compromisso é formar profissionais que utilizem a Inteligência Artificial como aliada ao pensamento crítico, à ética e à produção de conhecimento de qualidade", conclui.
 
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Arte: Vinicius Macedo
 
 
Este texto foi produzido com apoio de ferramenta de Inteligência Artificial na fase de estruturação e redação, a partir de entrevista concedida pelo Prof. Me. Sandro Silva Moreira. Todo o conteúdo foi revisado, checado e validado pela equipe de Comunicação da UniRV, que se responsabiliza pela veracidade das informações e pela versão final publicada.
 

 

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