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Florada dos Ipês encanta comunidade acadêmica

Publicado em: 02-09-2015
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Todo ano, entre os meses de agosto e setembro, a avenida de acesso ao campus Administrativo da Universidade de Rio Verde – UniRV, fica colorida de amarelo. É a época da florada do ipê, árvore símbolo do país. Seja qual for o meio de locomoção - carro, moto, ônibus, bicicleta, a pé - ou a velocidade – acelerado ou lento -, é quase impossível não observar o encanto das árvores que estão no caminho.
 

Os Ipês foram plantados na UniRV em 1989, pelo Engenheiro Florestal e docente da Instituição Antônio Graciano Ribeiro (Tonhão); e à época pelo Secretário da Agricultura de Rio Verde, Engenheiro Agrônomo Avelar de Moraes Macedo; o Técnico em Agropecuária, Gerlos Mendonça de Moraes e o Técnico responsável pelo viveiro, Milton Kanaschiro.

O ipê está espalhado por quase todo o Brasil. Com tronco reto ou levemente tortuoso, casca externa grossa, com fissuras longitudinais esparsas e profundas. As árvores, de grande porte, perdem todas as folhas e ficam cobertas pelas flores, em cachos, em um amarelo vivo que se destaca na paisagem mesmo à distância.
 

O Ipê-Amarelo anuncia a proximidade da primavera e sua beleza é breve, pois em uma semana, em média, as flores caem, forrando o chão de amarelo. Em poucos meses, vêm os frutos e as sementes – aladas, para que sejam levadas pelo vento, disseminando a espécie.
 
Conhecendo um pouco mais*

Os ipês pertencem à família das Bignoniáceas, da qual também faz parte o jacarandá, e ao gênero Tabebuia (do tupi, pau ou madeira que flutua), embora sejam de madeira muito pesada para flutuar. Tabebuia era, na verdade, o nome usado pelos índios para denominar a caixeta (Tabebuia cassinoides), uma árvore de madeira leve da região litorânea do Brasil, muito usada hoje na fabricação de artesanatos, instrumentos musicais, lápis e vários outros objetos.

Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho. De forma geral os ipês ocorrem principalmente em florestas tropicais, mas também podem aparecer de forma exuberante no Cerrado e na Caatinga.
 


*Fonte:
LORENZI, HARRI. Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. vol.1, 4ª ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. 


PROCHNOW, M (org). No Jardim das Florestas. Rio do Sul: APREMAVI, 2007.

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