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Fisioterapia traumato-ortopédica:cuidado que ajuda devolver autonomia e qualidade de vida

Publicado em: 22-10-2026
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Uma queda, uma fratura, uma cirurgia ou uma dor que insiste em permanecer podem mudar a rotina de qualquer pessoa. Nesses momentos, a fisioterapia traumato-ortopédica atua como parte essencial do processo de recuperação, ajudando o paciente a recuperar movimento, força e confiança para retomar o trabalho, o lazer e o convívio familiar.

Para explicar como essa área funciona, quais são as principais condições atendidas e como prevenir lesões no dia a dia, o professor Me. Thiago da Silva Nobre, que supervisiona esse estágio na Clínica-Escola da Faculdade de Fisioterapia, conta como é o atendimento à comunidade e qual é a contribuição da atividade prática nessa área para a formação dos futuros profissionais.

De acordo com o professor, a fisioterapia traumato-ortopédica atua na prevenção e na reabilitação de condições que comprometem músculos, ossos, articulações, tendões e ligamentos. “Seu objetivo é aliviar a dor, desenvolver as capacidades físicas e ajudar a pessoa a realizar suas atividades com segurança e autonomia. Isso envolve desde tarefas como caminhar e subir escadas até retornar ao trabalho ou ao esporte”, explica. 

Ele orienta que o paciente deve procurar uma avaliação quando apresenta dor persistente ou recorrente, dificuldade para se movimentar, perda de força ou limitações nas atividades diárias. “Esse acompanhamento também é importante na recuperação de lesões, fraturas e cirurgias ortopédicas”, completa.

Os motivos que levam as pessoas à clínica são variados e atingem diferentes faixas etárias, desde quem sofre com dores crônicas até quem passa por procedimentos cirúrgicos. Segundo Thiago, entre as condições mais frequentes estão as dores na coluna, especialmente na região lombar e no pescoço, a artrose, as entorses, as lesões musculares e a recuperação após fraturas. “Também são habituais os problemas nos tendões, as dores nos ombros e joelhos e a reabilitação após cirurgias, como reconstruções ligamentares e colocação de próteses articulares”.
 

Para o professor, manter uma rotina de exercícios, incluindo fortalecimento muscular, é uma medida importante para desenvolver a capacidade física. “No esporte, programas de fortalecimento também podem reduzir o risco de lesões. A intensidade e o volume das atividades devem ser ajustados à condição de cada pessoa, com progressão e tempo para recuperação. Esses hábitos fazem parte do cuidado com a saúde musculoesquelética e do manejo de condições como a dor lombar”.

Thiago reforça que durante o tratamento, o paciente também tem um papel ativo. “O paciente contribui realizando exercícios que podem ser prescritos e orientados pelo fisioterapeuta, seguindo as orientações e relatando como se sente após as atividades. Também é fundamental compartilhar dificuldades para cumprir as orientações, para que possamos adaptá-las à realidade do paciente. A participação do paciente se fortalece quando ele compreende o tratamento e participa das decisões”. 

Garantir que a população tenha acesso à reabilitação é também uma questão de saúde pública. Nesse contexto, a Clínica-Escola cumpre uma dupla função, atendendo a comunidade e preparando novos profissionais. Para Thiago, o acesso à fisioterapia ajuda a preservar a independência e a participação das pessoas na vida familiar, social e profissional. “Recuperar a capacidade de caminhar, trabalhar ou cuidar de si mesmo tem um impacto direto na qualidade de vida. Por isso, a reabilitação é uma parte essencial da atenção à saúde”, pontua.

Ele explica que a Clínica-Escola de Fisioterapia da UniRV aproxima esse cuidado da comunidade. “Na UniRV, os atendimentos gratuitos realizados pelos acadêmicos, sob supervisão de professores, ampliam o acesso e integram a formação universitária às necessidades da população. Considero esse espaço fundamental para desenvolver raciocínio clínico, comunicação, responsabilidade ética e sensibilidade diante das diferentes realidades dos pacientes. É nesse contato que o acadêmico aprende a relacionar as evidências científicas com a avaliação, a acompanhar os resultados e a construir decisões junto à pessoa atendida”, conclui.
 
Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - MTB 4126/GO
Arte: Rogério Guimarães

 

 

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