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Lagos ornamentais tornam o ambiente de trabalho mais acolhedor na UniRV

Publicado em: 23-09-2026
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Um ambiente de trabalho também é construído a partir das experiências que proporciona. A presença de áreas verdes, espaços de contemplação, elementos naturais e paisagismo planejado pode transformar a maneira como as pessoas percebem e vivenciam os lugares por onde passam diariamente. No Complexo Administrativo da Universidade de Rio Verde (UniRV), os lagos ornamentais fazem desse encontro entre natureza e arquitetura uma experiência cotidiana, trazendo beleza, leveza e vida para o ambiente de trabalho. 

Os lagos foram planejados para estabelecer uma relação mais próxima entre as pessoas e a natureza, contribuindo para criar um ambiente visualmente agradável, acolhedor e integrado à arquitetura. A água, a vegetação, a sombra, a circulação do ar e os espaços de convivência se combinam para proporcionar uma experiência enriquecedora a quem trabalha, circula ou visita o complexo.
 

A estruturação dos lagos ornamentais no recém-inaugurado Complexo Administrativo também traduz o olhar da Gestão Superior para as pessoas que convivem diariamente na Universidade. O investimento em espaços mais bonitos, acolhedores e integrados à natureza revela uma compreensão de que cuidar do ambiente de trabalho é, também, cuidar de quem faz a UniRV acontecer.
 

Com quase 600 metros quadrados de espelho d’água, distribuídos em dois complexos, os lagos ornamentais da UniRV estão entre os projetos de maior dimensão desse tipo em Goiás. Os formatos orgânicos foram planejados para se integrar ao paisagismo e criar uma presença natural da água dentro do ambiente construído.

O projeto reúne dois lagos que se integram de forma harmoniosa à arquitetura e ao paisagismo do Complexo Administrativo, sendo um lago interno, incorporado ao jardim central, e outro externo, que se estende para áreas destinadas à contemplação. Com características distintas, os dois espaços foram concebidos com o mesmo propósito de aproximar as pessoas da natureza, fazendo da água, da vegetação e da paisagem elementos que enriquecem a experiência cotidiana.
 

Para a estruturação dos lagos no Complexo, segundo Enéias Aurélio, especialista em lagos ornamentais e representante da empresa responsável pela construção, foram utilizadas mais de 12 toneladas de mídias biológicas; 300 toneladas de pedras brutas; 90 toneladas de pedriscos decorativos e 80 toneladas de areia lavada, além de mais de 10 mil peixes de diferentes espécies, e duas bombas com capacidade de movimentar 220 mil litros por hora, que garantem a circulação da água.

Segundo ele, o lago interno, com mais de 60 metros quadrados, integrado ao jardim central, reúne diferentes espécies de plantas ornamentais de borda, que complementam a paisagem e reforçam a presença da natureza no ambiente. O espaço também abriga uma fauna composta por ciclídeos africanos, peixes ornamentais originários dos lagos Malawi e Tanganyika, na África, que acrescentam movimento, cor e vida ao cenário. 
 

Já o lago externo, com mais de 500 metros quadrados, foi estruturado como um amplo espaço de contemplação, integrado a um paisagismo planejado. O ambiente reúne diferentes espécies de peixes ornamentais, como por exemplo, as carpas nishikigois, que tornam o espaço ainda mais convidativo para a contemplação e a interação com a natureza. 

Eneias acrescenta que um dos diferenciais dos lagos está no sistema de tratamento da água. “Todo o complexo de lagos foi construído com atenção às normas técnicas e às boas práticas relacionadas à construção de lagos ornamentais, aos sistemas de filtragem, à qualidade da água, ao bem-estar dos animais e à utilização de materiais de origem mineral com procedência e regularização adequadas. O resultado é um ecossistema artificial cuidadosamente planejado, que alia tecnologia, biologia, sustentabilidade, segurança e beleza.”

Proporcionar um ambiente de trabalho acolhedor também é cuidar das pessoas

Em meio à rotina de trabalho, os lagos ornamentais proporcionam uma pausa para o olhar, um momento de contemplação e um contato próximo com a natureza. O movimento da água, o verde da vegetação e a presença dos peixes ajudam a criar uma atmosfera mais leve e agradável para quem trabalha, circula ou mesmo visita o Complexo Administrativo diariamente.

A criação dos lagos dentro do ambiente de trabalho traduz o olhar voltado às pessoas e para a qualidade dos ambientes em que elas passam parte significativa do seu dia. O planejamento e o investimento da gestão em sua construção estão inseridos em uma proposta de valorização dos espaços institucionais, compreendendo que um ambiente de trabalho não precisa ser apenas funcional, mas também acolhedor, agradável e capaz de proporcionar bem-estar.
 

Outro fator de relevância é que esse tipo de estrutura acompanha uma visão cada vez mais humanizada da arquitetura e dos espaços corporativos, em que cada elemento é pensado para contribuir com a experiência das pessoas. Além de embelezarem o Complexo Administrativo, os lagos contribuem para fortalecer o sentimento de pertencimento, favorecem a convivência e acrescentam leveza à rotina. 

“Quando pensamos no Complexo Administrativo, pensamos também em como as pessoas iriam vivenciar esse espaço no dia a dia. Nosso objetivo foi criar um ambiente de trabalho acolhedor, agradável e humano, que proporcionasse bem-estar e tornasse a rotina mais leve, e os lagos ornamentais fazem parte desse propósito, representando esse cuidado em cada escolha. Para nós, investir em espaços como esse vai muito além de transformar a estrutura da Instituição, é reafirmar o compromisso de construir uma Universidade cada vez mais acolhedora, humana e atenta às pessoas.” comenta o Reitor, professor Dr. Alberto Barella Netto. 
 

A água como extensão da arquitetura

Cada vez mais presentes em projetos arquitetônicos, os elementos de água unem estética, natureza e bem-estar para valorizar ambientes e tornar a experiência dos usuários mais agradável. A presença da água modifica a atmosfera dos espaços, fazendo com que a paisagem nunca seja exatamente a mesma. Essa relação também está ligada à biofilia, conceito que busca aproximar o ambiente construído dos elementos da natureza. E para falar sobre o tema, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UniRV,  Ma. Roberta Vieira Branquinho mensura o poder transformador desses espaços. 

Roberta começa falando porque a água voltou a ocupar espaço na arquitetura dos grandes empreendimentos. “Durante muito tempo, lagos e espelhos d’água foram associados principalmente à contemplação e ao paisagismo. Hoje, a água assume um papel mais amplo na arquitetura: constrói identidade, valoriza o edifício e transforma a experiência de quem percorre esses espaços.”

Segundo ela, esse elemento em grandes empreendimentos, cria reflexo, movimento e profundidade. “Ao lado de materiais como concreto, vidro, pedra e metal, introduz um elemento dinâmico em uma arquitetura predominantemente estática. E a paisagem nunca é exatamente a mesma, pois ao longo do dia, a superfície reflete o céu, a vegetação e as fachadas, o vento modifica os reflexos, a incidência solar transforma as cores e a própria arquitetura ganha novas perspectivas quando passa a ser vista também através da água.”
 

A Docente comenta sobre a relação entre água e conforto ambiental, onde a presença da água vai além da experiência visual. “Quando bem posicionada, a água pode participar da estratégia bioclimática do projeto. A evaporação envolve troca de calor com o ambiente e pode contribuir para a formação de um microclima mais ameno nas proximidades. Quando o projeto considera os ventos predominantes, o ar pode passar sobre a superfície da água antes de alcançar áreas de permanência ou determinadas fachadas.”

Roberta completa sobre a relação água, vegetação, sombra, ventilação e arquitetura, exemplificando essa relação que pode ser observada na prática no Complexo Administrativo da UniRV. “É a combinação desses elementos e a posição do lago em relação ao sol, aos ventos, às fachadas, aos acessos e às áreas de permanência que determina se ele será apenas um elemento visual ou se também poderá participar do desempenho ambiental do conjunto. No Complexo Administrativo, essa relação pode ser observada na prática: onde estão os lagos, de onde vêm os ventos, quais fachadas estão relacionadas a eles, onde estão as áreas sombreadas e como a presença da água interfere na percepção daquele espaço. É aí que o lago deixa de ser apenas um recurso paisagístico.” 
 

Quando anoitece, a água transforma a iluminação da arquitetura
 

A arquiteta que também atua como lighting designer explana o contexto de ambientes que utilizam água no período da noite, já que o elemento transforma a iluminação da arquitetura. “Durante o dia, a água reflete todo o entorno. À noite, é o projeto de iluminação que determina o que ela vai revelar. Não é necessário iluminar tudo. São escolhidas cenas para destacar. Fachadas, vegetação e volumes aparecem novamente no espelho d’água, criando profundidade e ampliando visualmente a composição. A luz encontra a superfície da água, reflete-se e acompanha seu movimento. Uma fachada iluminada, refletida sobre uma superfície calma, praticamente ganha uma segunda imagem. Quando a iluminação parte de dentro do lago, acontece outro efeito: a água deixa de funcionar somente como espelho e passa a apresentar luminosidade própria, valorizando o fundo do lago .”
 

Roberta explica que é nesse momento que temperatura de cor, reprodução cromática, intensidade, fachos e contrastes começam a construir a cena. “A temperatura de cor também comunica, nos espaços externos de permanência, por exemplo, luzes quentes e neutras, geralmente entre 2700K e 4000K, podem criar acolhimento e preservar a leitura dos materiais, percursos e elementos naturais. Dentro da água, uma luz mais branca e fria pode assumir outra linguagem: transparência, limpeza visual, profundidade e tecnologia. O movimento e as ondulações tornam-se mais perceptíveis e o lago ganha presença na composição noturna. Isso não significa que a água precisa ser iluminada com temperatura de cor fria, mas que é uma escolha de linguagem do projeto, afinal, temperatura de cor, intensidade e contraste devem responder à imagem que se pretende construir.”
 

Além disso, a Docente menciona que a escolha deve considerar também a forma como a iluminação interfere na percepção dos elementos naturais. “No paisagismo existe outra decisão fundamental: a luz pode revelar a natureza ou competir com ela. Folhas, troncos, pedras e forrações já possuem cores e texturas próprias. Uma luz branca bem especificada permite que essas características continuem sendo percebidas depois que anoitece. Por isso, não basta escolher uma temperatura de cor. O Índice de Reprodução de Cor (IRC) também importa. IRC acima de 80 oferece boa reprodução cromática para muitas aplicações externas; quando a fidelidade das cores é relevante para o conceito, valores próximos ou superiores a 90 são especialmente interessantes. E um jardim não precisa ser iluminado por inteiro.”

Segundo ela, algumas espécies recebem destaque, enquanto outras permanecem parcialmente na sombra. “Fachos mais fechados podem revelar a textura de um tronco; outros podem dar volume às copas. Diferentes intensidades constroem planos e profundidade. É o contraste entre luz e sombra que desenha a paisagem noturna. Por isso, o uso indiscriminado de luz colorida sobre a vegetação merece ser questionado. Quando uma árvore verde se torna azul, roxa ou vermelha, deixamos de revelar sua cor e passamos a impor outra identidade sobre aquele elemento natural.”

Roberta completa que “A luz colorida tem seu lugar: eventos, instalações artísticas, intervenções cenográficas ou projetos em que a transformação da paisagem faça parte do conceito. Mas, no paisagismo permanente, a luz com temperatura de cor fria permite que a própria natureza forneça as cores da cena, luz branca não significa uma iluminação sem personalidade.” finaliza.

Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Fotos: Marcos Santos 

 

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