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Agosto Laranja: UniRV reforça conscientização sobre a esclerose múltipla

Publicado em: 12-08-2026
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As campanhas temáticas que acontecem ao longo do ano, identificadas por cores, chamam atenção para assuntos relevantes na promoção da saúde e na disseminação de informações de interesse público. Neste mês são celebrados o Agosto Lilás, o Agosto Dourado e também o Agosto Laranja, campanha voltada à conscientização sobre a esclerose múltipla, que reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico contínuo e da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença.
 
A médica neurologista, professora na Universidade de Rio Verde (UniRV) e coordenadora da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (LiaNNe), Amanda Nascimento Bispo, explica que a esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune, na qual o próprio sistema imunológico ataca as células do sistema nervoso, mais especificamente a bainha de mielina, estrutura que reveste os neurônios e permite a transmissão de informações entre eles. “A importância do Agosto Laranja é trazer a atenção da população para essa doença, que é pouco conhecida, uma condição rara e cujos sintomas são variáveis”, destaca.
 
Segundo Amanda, o próprio nome da doença já indica a diversidade de manifestações possíveis. Como o sistema nervoso comanda praticamente todas as funções do corpo, desde sensações, movimentos, visão e audição, a esclerose múltipla pode se manifestar por meio de alterações visuais, perda de força, formigamento, alterações de sensibilidade, fadiga, fraqueza e incontinência urinária e fecal, entre outros sintomas.
 
Ainda conforme a docente, é essa multiplicidade de sinais que torna o diagnóstico desafiador. “Na maioria dos casos, os sintomas surgem em surtos: episódios de fraqueza ou fadiga que duram alguns dias e depois melhoram, levando muitas pessoas a não valorizar o sintoma no primeiro momento. Frequentemente, o diagnóstico só é buscado anos depois, quando um novo surto se manifesta com mais intensidade, com alteração visual ou perda da capacidade de caminhar, por exemplo. É comum que, ao relembrar o histórico, o paciente identifique episódios anteriores de fadiga ou formigamento que passaram despercebidos”, relata.
 
O perfil mais comum de paciente com esclerose múltipla segue o padrão das doenças autoimunes: adultos jovens, com maior prevalência entre mulheres na faixa dos 20 aos 30 anos. A doença também pode acometer homens e pessoas de outras faixas etárias, embora com menor frequência. Para Amanda, identificar a doença o quanto antes é fundamental para iniciar o acompanhamento e o tratamento adequados, reduzindo a recorrência de surtos e episódios de atividade inflamatória intensa. “O diagnóstico precoce faz muita diferença na qualidade de vida, pois ajuda a manter o bem-estar dos pacientes e reduz os riscos de complicações”, explica.
 
Atualmente, existem diversas opções terapêuticas para a esclerose múltipla, que variam conforme a gravidade do quadro clínico e a frequência dos surtos. Entre elas, estão medicações orais, injeções subcutâneas semelhantes à aplicação de insulina, e tratamentos por infusão venosa administrados mensalmente, semestralmente ou até a cada dois anos.
 
Além do tratamento medicamentoso, terapias complementares desempenham papel essencial na reabilitação dos pacientes. Como a fadiga e o cansaço são sintomas frequentes, a fisioterapia e a prática de atividade física são fundamentais para a qualidade de vida.
 
Amanda ressalta ainda a importância de que familiares, amigos e a sociedade em geral compreendam as necessidades dos pacientes com esclerose múltipla. Muitas das dificuldades enfrentadas, como fadiga, alterações sensitivas e cognitivas, não são visíveis, o que pode dificultar o acolhimento e a validação dessas experiências. “O conhecimento liberta. As pessoas precisam de informação para entender a real necessidade desses pacientes, que têm direito a uma vida normal: podem estudar, trabalhar e desenvolver projetos de vida, desde que mantenham o acompanhamento médico adequado”, afirma.
 
Para a professora, as universidades desempenham papel central na ampliação do conhecimento sobre a doença, tanto na formação de profissionais capacitados para reconhecer os sintomas e encaminhar pacientes a especialistas, quanto no desenvolvimento de pesquisas que impulsionam avanços no diagnóstico e no tratamento. “Iniciativas como o Agosto Laranja reforçam esse compromisso, contribuindo para a conscientização da população e para o avanço científico que beneficia diretamente quem convive com a esclerose múltipla”, conclui.
 
Para o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, ações como o Agosto Laranja reforçam o papel da Universidade como Instituição comprometida com a saúde e o bem-estar da comunidade. "A Universidade tem a responsabilidade de ir além da formação acadêmica, promovendo saúde, informação e cidadania. Campanhas como essa mostram o compromisso da Instituição em levar conhecimento à população e formar profissionais preparados para atuar com responsabilidade social", salienta.
 
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Arte: Vinicius Macedo 

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