Celebrado em 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue é uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Federação Internacional das Organizações de Doadores de Sangue e a Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue.
A data destaca um gesto simples, mas de enorme impacto social. Tem como objetivo agradecer aos doadores voluntários e conscientizar a população sobre a necessidade das doações regulares para manter os estoques de sangue seguros e disponíveis.
Neste contexto, a Universidade de Rio Verde destaca a importância da doação de sangue como um ato de solidariedade capaz de salvar vidas e fortalecer a rede de atenção à saúde.
Segundo a Professora Ma. Camila Antunes Villagran, a doação de sangue é essencial para o funcionamento dos serviços de saúde. “O sangue não pode ser produzido artificialmente. Ele é indispensável para atendimentos de urgência e emergência, cirurgias, tratamentos oncológicos, transplantes e diversas doenças crônicas. Os estoques dos hemocentros dependem exclusivamente da solidariedade dos doadores para garantir assistência segura aos pacientes”, explica.
Além de ser um gesto simples, a doação possui grande alcance. De acordo com a Professora, uma única coleta pode beneficiar várias pessoas. “Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Isso acontece porque o sangue coletado é separado em diferentes componentes, como concentrado de hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, permitindo que cada componente seja utilizado conforme a necessidade de diferentes pacientes”.
Entre os pacientes que mais dependem das transfusões estão aqueles em tratamento contra o câncer, pessoas com doenças hematológicas, vítimas de acidentes graves, pacientes submetidos a cirurgias de grande porte, transplantados e recém-nascidos prematuros que necessitam de suporte especializado.
Apesar da relevância da doação, ainda existem mitos que afastam parte da população dos hemocentros. A Professora esclarece que muitas das crenças populares não possuem fundamento científico. “Entre os mitos mais comuns estão a crença de que doar sangue engorda ou emagrece, causa fraqueza permanente, transmite doenças ou prejudica a saúde do doador. Nenhuma dessas afirmações é verdadeira. Todo o material utilizado é estéril e descartável, tornando o procedimento seguro. Além disso, o organismo é capaz de repor naturalmente os componentes do sangue doado”, esclarece.
Podem doar sangue pessoas saudáveis com idade entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis e a primeira doação deve ocorrer antes dos 60 anos. Também é necessário pesar mais de 50 quilos, estar bem alimentado, descansado e apresentar documento oficial com foto.
Antes da doação, alguns cuidados são importantes. “É importante evitar bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, dormir bem e não comparecer em jejum”, orienta Camila.
O processo completo de doação costuma durar entre 40 e 60 minutos, incluindo cadastro, triagem clínica, coleta e período de observação. A coleta propriamente dita leva cerca de 10 a 15 minutos.
Após a doação, o organismo inicia naturalmente a reposição dos componentes sanguíneos. “O plasma é reposto em aproximadamente 24 a 48 horas. Já os glóbulos vermelhos são recuperados gradualmente ao longo de algumas semanas. Por isso, os intervalos entre as doações são cuidadosamente estabelecidos para garantir a segurança do doador”, explica.
No Brasil, os homens podem doar até quatro vezes ao ano, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre as doações. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, com intervalo mínimo de 90 dias.
Em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, a mensagem é de conscientização e incentivo à solidariedade. “Doar sangue é um gesto simples, seguro e que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para muitas pessoas. Muitas vezes, não conhecemos quem será beneficiado pela nossa doação, mas sabemos que estamos contribuindo para salvar vidas e fortalecer a rede de atenção à saúde. Se você está apto a doar, procure um hemocentro e faça parte dessa corrente de solidariedade. Seu sangue pode ser a esperança que alguém está esperando”, ressalta a Professora.
O Reitor, Professor Dr. Alberto Barella Netto, reforça que a doação de sangue representa um importante exercício de cidadania e compromisso com o próximo. “A doação de sangue representa um dos mais nobres gestos de solidariedade e compromisso com a vida. Ao incentivar essa prática, reforçamos valores essenciais para a formação cidadã e humana que a UniRV busca promover. Cada doação tem o potencial de fortalecer o sistema de saúde e levar esperança a quem mais precisa”, destaca.
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Arte: Vinícius Macedo