No AgroHub UniRV, carrinhos autônomos ganham forma nas mãos de estudantes de Engenharia Mecânica e Engenharia de Software. O que começa como uma oficina vira, na prática, um laboratório de inovação e revela como o ensino de engenharia pode ir muito além das salas de aula tradicionais.
A iniciativa é coordenada pelo Prof. Dr. Giancarllo Ribeiro Vasconcelos, que enxergou na robótica uma ponte entre disciplinas e mercado. "A robótica integra várias áreas ao mesmo tempo: desenho técnico, elétrica, eletrônica, sensores, microcontroladores e desenvolvimento de software", explica. Para ele, o grande diferencial está justamente nessa interdisciplinaridade aplicada, algo que currículos tradicionais ainda têm dificuldade de oferecer.
O projeto nasceu como extensão universitária e reúne cerca de 20 acadêmicos organizados em quatro equipes, cada uma responsável por desenvolver um veículo autônomo capaz de percorrer trajetos sozinho ou ser controlado pelo celular. O trabalho será apresentado no Conexão UniRV, no dia 30, com provas de arrancada, percurso autônomo e desvio de obstáculos.
Entre os discentes, Paulo Vitor, de 21 anos, conta que chegou à engenharia movido por uma curiosidade que cultivou sozinho desde criança desmontando brinquedos e pesquisando na internet o que não tinha acesso em cursos formais. Hoje, dentro do projeto, ele já compartilha conhecimento com colegas que estão chegando. "Cada integrante sabe um pouco de alguma coisa e todos vão contribuindo juntos", conta.
A experiência coletiva também é destacada por Susy Kelly, acadêmica do sétimo período e líder de uma das equipes. Com interesse na área automotiva desde antes de ingressar na faculdade, ela vê no projeto uma oportunidade concreta de aproximar a engenharia da sociedade e de mostrar o que o curso é capaz de produzir.
Para o professor Giancarllo, o avanço desse tipo de abordagem nos últimos anos reflete um movimento mais amplo vivido por Rio Verde, cidade que tem investido em startups, eventos de tecnologia e cultura de inovação. A robótica, nesse contexto, deixa de ser apenas conteúdo curricular e passa a ser linguagem, uma forma de preparar engenheiros para um mercado que já não separa mecânica, software e inovação.
O Reitor, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, acrescenta que iniciativas como essa traduzem na prática o papel social da Universidade. "A extensão universitária é o elo entre o conhecimento produzido dentro da Instituição e as demandas reais da sociedade. Quando os acadêmicos desenvolvem projetos como esse, eles não estão apenas aprendendo, estão gerando valor, resolvendo problemas e se preparando para um mercado cada vez mais exigente. A inovação precisa fazer parte da formação desde o início, e a UniRV está constantemente buscando as metodologias e tecnologias mais atuais para garantir que nossos estudantes cheguem ao mercado não só preparados, mas à frente", conclui.
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO