A Universidade de Rio Verde (UniRV) reafirmou seu compromisso com a pesquisa regional ao promover, dentro da programação do IV InovaMente, a Mostra Científica da Rede Municipal. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Instituição e a Secretaria Municipal de Educação, com fomento do CNPq, e tem como objetivo levar a iniciação científica às escolas públicas de educação básica, oferecendo bolsas e suporte técnico aos estudantes participantes.
Ao todo, 24 projetos foram avaliados por uma banca de especialistas da UniRV, que considerou critérios como viabilidade, relevância social e criatividade. Os trabalhos premiados vieram de quatro escolas municipais, reunindo temas que vão de robótica e sustentabilidade à valorização da identidade e dos saberes do Cerrado.
Nesta sexta-feira, 15, os quatro melhores projetos selecionados entre professores e dez alunos receberam premiação. Durante a cerimônia, a Coordenadora de Inovação do AgroHub UniRV, professora Daniela Cabral de Oliveira, responsável pela captação do projeto junto ao CNPq, destacou o papel da Universidade em apoiar iniciativas que unem tecnologia e sustentabilidade desde a educação básica. "A estrutura da UniRV existe para que boas ideias não fiquem só no papel. Quando um estudante desenvolve e apresenta um projeto como este, ele já está praticando o mesmo raciocínio que move a inovação", afirmou.
O Secretário Municipal de Educação, Miguel Rodrigues Ribeiro, ressaltou que o acesso ao método científico eleva a qualidade do aprendizado na rede pública. "Este projeto vai mudar a vida destas crianças. É uma educação transformadora, de oportunidades, libertadora, para que eles possam pensar e fazer o próprio futuro. Que a UniRV traga cada vez mais a academia para dentro das escolas, que estão de portas abertas para estas ações", declarou.
O Reitor da UniRV, professor Dr. Alberto Barella Netto, reiterou o compromisso social da Instituição e a importância estratégica de aproximar a Universidade das escolas públicas. "A Universidade cumpre sua missão ao investir no potencial dos jovens pesquisadores da região. Fortalecer o vínculo entre a educação básica e o ensino superior é o caminho para garantir o desenvolvimento científico de Rio Verde", afirmou. O Reitor destacou ainda que iniciativas como essa materializam o papel social da UniRV. "A Universidade é do povo rio-verdense. Estar presente nas escolas municipais, apoiar esses projetos e ver esses jovens apresentando pesquisas com tanto entusiasmo é a prova de que estamos no caminho certo. Muitos desses alunos podem, em breve, se tornar acadêmicos da UniRV e queremos que eles saibam que as portas estão abertas para eles", enfatizou.
Para os professores orientadores, a experiência vai além do conteúdo. O professor da EMREF Água Mansa Coqueiros, Suelton de Sousa Lima, disse que foi motivo de alegria e orgulho conquistar o primeiro lugar com um projeto que nasceu da vontade de transformar vidas. "Participar dessa jornada tem sido um aprendizado constante, e vencer essa etapa é a confirmação de que estamos no caminho certo para desmistificar o ensino da matemática. Nosso objetivo é mostrar que a matemática não precisa ser um 'bicho de sete cabeças'. Por meio do empreendedorismo e do reforço escolar, estamos levando para a sala de aula uma dinâmica que une a alta tecnologia aos materiais concretos", relata.
Entre os estudantes participantes, a experiência com a pesquisa científica foi marcada pelo entusiasmo, pela curiosidade e pela descoberta de novas possibilidades acadêmicas e profissionais.
O estudante Miguel Augusto de Sousa Cruz, de 13 anos, aluno do 7º ano, apresentou um projeto relacionado à energia solar. "Quando o professor comentou sobre o projeto, eu fiquei muito animado para participar. Pensei em algo que pudesse ajudar as pessoas e lembrei da energia solar, porque minha tia utiliza placas solares em uma propriedade rural da família. Fui pesquisando mais sobre o assunto e consegui desenvolver minha ideia", relatou. "Foi muito importante para mim. Me senti reconhecido e motivado", afirmou.
A estudante Jenyfer Pereira da Silva, de 14 anos, do 8º ano, desenvolveu um trabalho voltado às abelhas e à importância desses insetos para o equilíbrio ambiental e a biodiversidade, ela, que sonha em fazer Agronomia na UniRV, fez o projeto pensando no futuro. "Quando falaram sobre o projeto na sala, eu vi como uma oportunidade de crescer e mostrar meu potencial. Sempre gostei muito de observar a natureza e tenho interesse pelas abelhas, então decidi pesquisar mais sobre elas", explicou.
Os depoimentos reforçam como iniciativas voltadas à iniciação científica contribuem para despertar talentos, incentivar o pensamento crítico e aproximar estudantes da pesquisa e da inovação desde a educação básica.
Projetos selecionados
Entre os premiados, a Escola Municipal Rural Água Mansa Coqueiros foi reconhecida com dois projetos: Matemática, empreendedorismo e tecnologia: superando desafios no 6º ano através de jogos digitais, orientado pelo professor Suelton de Sousa Lima, e Entre a seca e o lixo: uma investigação sobre o Cerrado e a realidade das escolas rurais em Rio Verde/GO.
Da Escola Municipal Rural Breno de Araújo Silva, foram premiados Economizando em sua propriedade rural e Abelhas em ação: guardiãs do equilíbrio ambiental, ambos orientados pela professora Jerusa Terezinha Pagliarini, projetos que unem economia rural, tecnologia e preservação ambiental.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental II Antônio Gomes de Lima apresentou Robô sustentável feito de sucata para aprendizagem de figuras geométricas em 2D e 3D, orientado pelas professoras Wagna Mendes Vieira Campos e Vaniella Moraes Zavarize.
Por fim, a Escola Municipal Rural Cabeceira Alta encerrou a premiação com Sabores, saberes e aromas da terra, trabalho orientado pela professora Susy Ferreira Oliveira, que valoriza a identidade rural e os conhecimentos tradicionais aliados à prática científica.
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Fotos: Marcos Santos