A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Rio Verde iniciou o semestre com energia renovada e uma agenda cheia de novos projetos. Os Escritórios-Modelo voltaram à ativa reunindo os acadêmicos para atividades práticas e conexão direta com a comunidade.
De acordo com a Professora Ma. Roberta Branquinho, responsável pela coordenação das atividades, o primeiro dia do semestre já foi marcado por organização, planejamento e definição de funções. Antes do início oficial das atividades, os estudantes passam por um processo seletivo interno, no qual indicaram suas habilidades técnicas, especialmente no uso de softwares específicos da área.
“Hoje foi o primeiro dia no Escritório porque eles passaram por uma seleção. Quem se sentia mais apto para participar colocava em um formulário suas habilidades de acordo com os softwares disponíveis”, explica.
Mesmo após essa seleção, os acadêmicos se apresentam formalmente e passam por uma divisão de cargos. Segundo a Professora, há duas funções principais dentro do escritório: gestor do escritório e gestor de projetos, e ambas são ocupadas por estudantes. “Apesar de eu ser arquiteta e conferir todas as etapas do projeto e os memoriais, coloco dois alunos à frente dessas funções. Eles assumem responsabilidades reais, e tudo com acompanhamento docente”, destaca.
Entre os primeiros trabalhos do semestre está o desenvolvimento do projeto de um museu. A Professora conta que as equipes já foram organizadas para iniciar os levantamentos técnicos: materiais, planta arquitetônica, áreas externas, fachadas e acessos. Cada etapa ficará sob responsabilidade de uma dupla de estudantes, estimulando o trabalho em equipe e a divisão de tarefas, tudo muito semelhante à como ocorre no mercado profissional.
O Escritório-Modelo atua prioritariamente com demandas institucionais, órgãos públicos e organizações. “Estamos abertos a projetos para a cidade, especialmente para pessoas jurídicas, ONGs ou instituições. Atualmente temos trabalhado mais com projetos para a prefeitura e para a Secretaria de Cultura”, relata a Professora.
A Professora também explica que a participação no Escritório começa a partir do terceiro período, mas que a coordenação também abre espaço para estudantes dos primeiros semestres, caso existam vagas remanescentes. “Eles têm muito a contribuir. Podem ajudar na organização de memoriais, montagem de pranchas, redes sociais, levantamentos de campo. Mesmo que ainda não dominem completamente os softwares, aprendem a usar trena, fazer medições e já têm contato com o mercado e com colegas mais experientes”, ressalta Roberta.
Para o reitor da UniRV, Professor Dr. Alberto Barella Netto, iniciativas como o Escritório-Modelo evidenciam mais um diferencial da UniRV na formação profissional. “Quando o estudante participa de projetos reais, assume responsabilidades e entrega soluções para a comunidade, ele se coloca como protagonista da própria formação. Esse é o tipo de experiência que diferencia nosso projeto pedagógico e fortalece o compromisso da UniRV com a excelência”, afirma.
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Fotos: Cris Gouveia