A safra de soja (2025/2026) trouxe um cenário desafiador para o produtor, primeiro o atraso das chuvas e, logo depois, temporais intensos. Essa instabilidade acendeu o alerta para o planejamento agrícola, conforme explica o professor da Faculdade de Agronomia da UniRV, Dr. Alessandro Guerra da Silva. Segundo o especialista, o clima está direcionando o ritmo da colheita da soja e, consequentemente, o cronograma do plantio do milho safrinha.
"A produtividade do milho depende diretamente da regularidade das chuvas em abril e maio. Plantios tardios encurtam a janela ideal, o que impacta negativamente o rendimento e a rentabilidade do produtor", ressalta o professor.
Embora as áreas de soja plantadas cedo permitam uma semeadura de milho dentro da época recomendada, as lavouras que ficaram para novembro trazem riscos, segundo Alessandro. O maior perigo, conforme o docente, é o milho enfrentar períodos de seca em estágios críticos, como o enchimento de grãos, o que compromete o final da colheita.
Além do clima, o professor aponta que o plantio escalonado pode aumentar a pressão de pragas. Pulgões, cigarrinhas e lagartas exigem, agora, um manejo fitossanitário muito mais rigoroso.
No âmbito econômico, os preços do milho seguem estáveis. Se por um lado a exportação e a produção de etanol sustentam as cotações, por outro, as incertezas climáticas pedem cautela nas projeções de lucro.
Em meio ao cenário de risco, a alternativa é a gestão técnica detalhada. "A agricultura de precisão começa no diagnóstico de cada talhão. É preciso entender o que cada pedaço da terra precisa, do manejo nutricional à colheita", afirma Silva.
Reforçando a importância do suporte acadêmico ao setor produtivo, o reitor, professor Dr. Alberto Barella Netto, enfatiza que a universidade atua como um braço estratégico do agronegócio e destaca a tradição da instituição na formação de profissionais. O curso de Agronomia é conceito 4 no Enade e completa, em 2026, 45 anos de história.
“O papel da UniRV vai além da sala de aula. Estamos na vanguarda da pesquisa aplicada para oferecer respostas rápidas aos desafios enfrentados pelos produtores. Ao unir inovação tecnológica e formação de excelência, reafirmamos nosso compromisso com a produção sustentável e a segurança alimentar. Nosso objetivo é garantir que o setor agrícola brasileiro continue evoluindo com base em evidências científicas e eficiência técnica, protegendo a rentabilidade no campo e o desenvolvimento do país”, destaca.
O apoio da Universidade em soluções para o agronegócio também se reflete nas startups incubadas na YpeTec, incubadora de empresas da UniRV. Muitas das empresas incubadas têm foco no desenvolvimento de tecnologias voltadas ao agro.
“A YpeTec é um ambiente estratégico de inovação, onde conectamos conhecimento científico, empreendedorismo e as demandas reais do campo. As startups incubadas transformam ideias em soluções práticas, fortalecendo o ecossistema do agronegócio regional e ampliando o impacto da universidade na geração de tecnologia aplicada”, acrescenta o reitor.
Equipe Ascom UniRV
Jornalista Jessica Bazzo - MTE 3194/GO
Arte: Vinicius Macedo