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Pesquisa em Enfermagem: o papel social e como começar

Publicado em: 20-05-2025
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Reconhecida a nível nacional e internacional por sua forte presença na pesquisa, a Universidade de Rio Verde desponta na área da saúde. Segmento em constante evolução, a saúde demanda profissionais atualizados, que busquem sempre crescer e solucionar problemas e conscientes de seu papel social. 
 
Segundo a Diretora da Faculdade de Enfermagem, Professora Dra. Berenice Moreira, a pesquisa traz avanços ao cuidado. “É extremamente necessário criar essa consciência de pesquisa na comunidade acadêmica. Inserimos no 3º período a disciplina chamada Pesquisa em Enfermagem. Acredito que a pesquisa permite identificar as melhores práticas, melhores intervenções, um cuidado mais seguro, evoluindo a prática profissional e avançando o conhecimento”, compartilha.
 
A Professora ressalta que cotidianamente a área da saúde avança e os profissionais precisam acompanhar essa demanda e conhecer o campo para entender melhor a necessidade dos pacientes e as dinâmicas do cuidado.
 
“A pesquisa vai fornecer dados que ajudam os enfermeiros na tomada de decisões e isso é uma das grandes contribuições. Ela permite também o desenvolvimento de habilidades necessárias na prática, gerando mais conhecimento para enfrentar os grandes desafios da profissão”, completa.
 
A Professora também destaca o importante papel social da pesquisa na área da saúde. Segundo ela, o enfermeiro precisa ser consciente do contexto dos pacientes tanto para realizar o atendimento, quanto para buscar soluções para problemas. “Um país como o Brasil, emergente, altamente miscigenado, com várias populações vulneráveis, necessita de políticas públicas a vários tipos de populações. A pesquisa contribui para avaliar as necessidades destas pessoas. Ainda temos muitos agravos no país, como doenças endêmicas e a pesquisa pode contribuir para mitigar estes problemas”, explica.
 
Um bom exemplo desta abordagem é o trabalho da acadêmica da Faculdade de Enfermagem, Samyra Buarque, que está no processo de participação no segundo programa de iniciação científica, enquanto o primeiro está em fase de conclusão. A pesquisa é desenvolvida com as acadêmicas de Medicina Thaís de Castro e Sousa da Silva, Mariana Galhardo Carneiro, Ohara de Oliveira Barboza e Mariana Martins dos Santos, sob a coordenação da Dra. Lidiane Bernardes Faria, e é direcionada a usuários da atenção primária à saúde do município de Rio Verde, focando em pacientes diabéticos e hipertensos. 
 
“Nos últimos anos, o número de pacientes diabéticos e hipertensos tem crescido no Brasil, tanto no estado quanto no município. Essas doenças refletem em incapacitações dos pacientes se ações de prevenção não forem iniciadas de forma efetiva. Consequentemente, quando os indivíduos recebem o diagnóstico de diabetes mellitus (DM) ou hipertensão arterial sistêmica (HAS), eles se expõem a um risco maior de desenvolver outras doenças associadas, como ansiedade e depressão. Minha pesquisa correlaciona diabetes e hipertensão como fatores de risco para o desenvolvimento da ansiedade”, explica Samyra.
 
A acadêmica ressalta que como futura profissional, entende a necessidade de intervir nas doenças de base, buscando reduzir esses números alarmantes e oferecer, dentro da realidade, uma melhor qualidade de vida. “Por exemplo, a ansiedade é um fator de risco para o desenvolvimento da depressão e, se não tratada, pode levar o paciente a evoluir para o suicídio. Por que não me dedicar a uma causa tão nobre?”, conclui.
 
Segundo Samyra, a iniciação científica traz uma abordagem de amadurecimento em nível de conhecimento inigualável, tanto na escrita quanto na comunicação com o paciente, além de oferecer uma perspectiva estratégica durante as palestras.
 
O reitor, Professor Dr. Alberto Barella Netto, grande incentivador da pesquisa, esclarece o caminho que deve ser buscado pelos acadêmicos que se interessam pela área e reforça o papel da instituição no fortalecimento da função social das pesquisas. “Aqui na Universidade de Rio Verde oferecemos a possibilidade de começar pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica ou pelo Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica. Através de nossos projetos pedagógicos e de extensão, buscamos formar profissionais com visão humanizada e empatia, prontos para servir a seus pacientes da melhor forma possível”, assinala.
 
 
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Arte: Vinícius Macedo

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