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UniRV forma professores para os desafios da alfabetização digital

Publicado em: 27-07-2026
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A educação tem o poder de transformar realidades e a formação de professores preparados para lidar com os desafios contemporâneos é parte essencial dessa transformação. Atenta às mudanças e às demandas do mercado, a Universidade de Rio Verde (UniRV) tem investido na preparação de futuros pedagogos para atuar em uma sala de aula cada vez mais atravessada pela cultura digital.
 
O tema dialoga diretamente com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 4 (Educação de Qualidade), da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2025, em 2023 cerca de 272 milhões de crianças e jovens estavam fora da escola. Entre 2015 e 2024, a taxa global de conclusão do ensino fundamental subiu para 88%, a do ensino médio inferior para 78% e a do ensino médio superior para 60%, ainda assim, 754 milhões de adultos permaneciam analfabetos em 2024, sendo 63% deles mulheres.
 
O relatório aponta ainda que mesmo com uma taxa média de utilização da internet de 90% no mundo, muitas pessoas ainda carecem de habilidades essenciais para usá-la, o que evidencia uma lacuna entre o simples acesso à tecnologia e a capacidade de utilizá-la de forma eficaz e segura.
 
Alfabetização digital na formação de pedagogos
 
Na UniRV, esse compromisso se traduz em prática pedagógica. A Diretora da Faculdade de Pedagogia, Profa. Dra. Deusmaura Vieira Leão, explica que a alfabetização digital é trabalhada de forma transversal ao longo de todo o curso, articulada às diferentes disciplinas, aos estágios supervisionados, aos projetos de extensão e às ações do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). "Nossa proposta é que o futuro professor desenvolva competências para utilizar as tecnologias digitais de maneira crítica, ética e pedagogicamente significativa, compreendendo-as como instrumentos de aprendizagem, inclusão e inovação educacional", afirma a diretora.
 
Ao longo da graduação, os acadêmicos participam de oficinas, palestras, atividades práticas e projetos que incentivam o uso de recursos digitais em contextos reais de ensino. Nos estágios supervisionados, por exemplo, são convidados a planejar experiências que integrem tecnologias ao processo de alfabetização e letramento das crianças. No PIBID, diversos projetos exploram recursos tecnológicos que ampliam as possibilidades de aprendizagem, estimulam o protagonismo dos estudantes e fortalecem a relação entre linguagem, cultura digital e educação. "Mais do que ensinar o uso de ferramentas tecnológicas, buscamos formar professores capazes de selecionar, avaliar e integrar diferentes recursos digitais às práticas pedagógicas de forma intencional, crítica e alinhada às demandas da educação contemporânea e às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)", completa Deusmaura.
 
A alfabetização digital é compreendida na UniRV como um eixo formativo permanente, presente tanto nas experiências acadêmicas quanto na vivência profissional dos futuros pedagogos. Para a acadêmica de Pedagogia, Esther Cristina, essa proposta se confirma no dia a dia da graduação. "Eu percebo que a alfabetização digital está muito presente na minha formação em Pedagogia, principalmente por meio das experiências que vivemos no PIBID. Antes de desenvolver qualquer atividade com tecnologia, nós estudamos, pesquisamos artigos, buscamos referências e pensamos em como aquele recurso realmente poderia contribuir para a aprendizagem dos alunos. Isso me fez entender que a tecnologia não deve ser utilizada apenas para tornar a aula mais diferente, mas de forma intencional e com objetivos pedagógicos claros", relata.
 
Esther conta que uma das experiências que mais marcou a formação foi um projeto baseado no livro Chapeuzinho Amarelo. A partir da obra literária, Esther desenvolveu um quiz digital e, com a turma, construiu um gráfico sobre os medos das crianças dentro da própria plataforma criada para a atividade, uma proposta que integrou leitura, interpretação, oralidade e tecnologia de forma significativa. "Vivências como essa mostram que a tecnologia, quando bem planejada, amplia as possibilidades de aprendizagem e torna os alunos mais participativos. Tenho certeza de que isso já faz diferença na minha atuação e fará ainda mais quando eu estiver em sala de aula, porque hoje eu compreendo que ser um professor na cultura digital não é apenas saber usar ferramentas, mas saber utilizá-las de forma crítica, consciente e sempre em favor da aprendizagem", destaca.
 
A estudante defende ainda que a alfabetização digital deve começar já nos anos iniciais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. "As crianças já chegam à escola inseridas em uma cultura digital e em contato frequente com celulares, tablets e outros dispositivos. No entanto, esse contato, por si só, não significa que elas sejam alfabetizadas digitalmente", pondera. Segundo ela, a alfabetização digital envolve aprender a utilizar as tecnologias de forma crítica, ética, segura e com intencionalidade, desenvolvendo competências para pesquisar, analisar informações e produzir conhecimento, papel em que a escola é fundamental, integrando as tecnologias ao currículo por meio de práticas pedagógicas planejadas e mediadas pelo professor, conforme orienta a BNCC, que reconhece a cultura digital como uma das competências gerais da Educação Básica.
 
Para o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto, investir na formação de professores capazes de dialogar com a cultura digital é também investir no futuro da educação básica brasileira. "Formar bons professores é o caminho mais direto para transformar a educação de um país. Quando preparamos nossos futuros pedagogos para usar a tecnologia com intencionalidade e responsabilidade, estamos investindo diretamente na qualidade do ensino que milhares de crianças receberão nas próximas décadas", afirma.
 
O Reitor destaca ainda, o papel da Universidade na articulação entre teoria e prática. "A UniRV entende que não basta ensinar a tecnologia como ferramenta isolada, é preciso formar profissionais que enxerguem nela um instrumento de inclusão, de aprendizagem significativa e de cidadania. É esse compromisso que orienta nossos cursos e nossos programas institucionais, como o PIBID", conclui.
 
Equipe ASCOM UniRV
Jornalista Jessica Bazzo – MTE 3194/GO
Foto: Arquivo Pessoal - Esther Cristina 

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