A Iniciação Científica desempenha um papel fundamental na formação acadêmica e profissional de estudantes, ao promover o contato direto com a pesquisa, a inovação e a produção do conhecimento. Por meio dessa experiência, jovens pesquisadores desenvolvem competências essenciais, como pensamento analítico, capacidade investigativa e compromisso com a ciência, contribuindo para o avanço das diferentes áreas do saber.
Além disso, ao estimular a participação de estudantes em projetos de pesquisa, a Universidade de Rio Verde reafirma o compromisso com a formação de excelência e com o desenvolvimento científico e tecnológico. O Programa de IC oferece bolsas do CNPq, bolsas institucionais com desconto na mensalidade e vagas para voluntários, se tornando uma das principais portas de entrada para quem quer começar a produzir pesquisa dentro da Universidade.
Elisa Maria Diniz Oliveira está cursando o 6º período do curso de Medicina na UniRV e participa do Programa, com um tema que discute o uso de modelos de aprendizado de máquina (IAs) na avaliação de prognóstico de pancreatite aguda no Hospital Municipal Universitário em comparação a escores tradicionais através de informações de prontuários eletrônicos.
“Conheci a IC através de um amigo da turma, e o que me despertou a atenção para a pesquisa foi primeiramente o peso desse tipo de trabalho no currículo e a possibilidade de conhecer uma nova perspectiva da atuação em Medicina, além da possibilidade de conhecer mais pessoas e criar contatos.”
A acadêmica comenta sobre a escolha do tema e quais foram os maiores desafios. “De início eu pensei em um tema que gostava, junto com algumas colegas, mas no fim, com a ajuda da nossa orientadora, e não sei o que faria sem ela, refinamos a ideia até estar ideal para uma IC. A burocracia, a escrita do documento, as regras e diversidade de documentos necessários, à necessidade de aprender a utilizar várias plataformas, criar um currículo lattes e entrar em contato com departamentos da Universidade que nunca tinha contatado antes, sem falar das atualizações e aprovação do comitê de ética foi desafiador,” explicou.
Kaique Carvalho Barbosa Gomes do 6º período da Faculdade de Agronomia, viu na Iniciação Científica a oportunidade de aprender além da sala de aula e participar de projetos reais que contribuem para o desenvolvimento de soluções. “Conheci a Iniciação Científica por meio dos professores, que sempre destacaram a importância da pesquisa para a formação acadêmica. O que mais despertou meu interesse foi a oportunidade de aprender além da sala de aula, participar de projetos reais e contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias que podem beneficiar a agricultura.”
Com uma pesquisa que objetiva avaliar estratégias para otimizar o cultivo do algodoeiro sob condições de luz controlada, buscando assim compreender como diferentes condições luminosas influenciam o crescimento e o desenvolvimento fisiológico da cultura, Kaique explica que os resultados obtidos poderão contribuir para o aprimoramento de técnicas de manejo e para futuras pesquisas na área de fisiologia vegetal.
O acadêmico compartilha que se vê seguindo carreira no desenvolvimento de pesquisas e vê na Iniciação Científica uma oportunidade de crescimento. “Essa experiência despertou ainda mais meu interesse pela pesquisa e pela área de fisiologia vegetal. Pretendo continuar me aperfeiçoando e acredito que atuar em áreas relacionadas à ciência é uma forma de contribuir para a evolução da agricultura e para o desenvolvimento de novas tecnologias no campo.”
Kaique conta ainda que, durante o durante o desenvolvimento do projeto aprendeu a lidar com responsabilidades e a desenvolver um olhar mais crítico sobre a pesquisa científica. “Trabalhar com experimentos exige muita organização, atenção aos detalhes, comprometimento e paciência, pois cada etapa precisa ser conduzida com cuidado para garantir resultados confiáveis. Foi uma experiência que me ensinou a lidar com responsabilidades e a desenvolver um olhar mais crítico sobre a pesquisa científica. O aprendizado mais marcante foi perceber como pequenas mudanças nas condições de cultivo podem influenciar significativamente o desenvolvimento das plantas.”
Laura Vilela Buiatte Silva já concluiu a graduação na UniRV e durante a sua jornada acadêmica participou da Iniciação Científica com vários projetos. “Todos os meus projetos de Iniciação Científica foram desenvolvidos na área da Oncologia, com foco em epidemiologia, saúde pública e análise de dados nacionais relacionados ao câncer, buscando compreender o perfil da doença e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e da assistência aos pacientes.”
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A egressa conta que conheceu a IC por meio do incentivo dos professores e que sempre buscou desenvolver pesquisas que respondessem a questões importantes da saúde pública e que pudessem gerar informações úteis para a comunidade científica e para os gestores de saúde. “Conheci a Iniciação Científica ainda nos primeiros anos da graduação, por meio de professores que incentivaram a pesquisa, principalmente a professora Lara Cândida. Sempre tive grande interesse pela Oncologia e percebi que a pesquisa era uma oportunidade de aprofundar meus conhecimentos, desenvolver pensamento crítico e contribuir para a produção de evidências científicas que possam impactar positivamente a saúde da população.”
Elisa Maria compartilha que foram muitos aprendizados, e o que mais me marcou em sua participação na Iniciação Científica foi a descoberta do mundo da pesquisa. “Foram muitos aprendizados, mas o que mais me marcou foi a descoberta do mundo da pesquisa, do quanto é complexo e de algumas outras possibilidades que nunca teria descoberto de outra forma, foi muito gratificante. Meu último projeto evidenciou resultados importantes relacionados ao acesso ao tratamento oncológico e recebeu o Prêmio de Melhor Iniciação Científica, mostrando que a pesquisa pode contribuir diretamente para a melhoria da assistência e das políticas de saúde.”
Entre os desafios, Laura comenta sobre trabalhar com grandes bases de dados nacionais, mas pontua que o maior aprendizado foi compreender o impacto de uma pesquisa. “O principal desafio foi trabalhar com grandes bases de dados nacionais, realizando análises criteriosas e garantindo a confiabilidade dos resultados. Além disso, foi necessário interpretar os dados de forma crítica para transformá-los em informações relevantes para a pesquisa científica, mas o maior aprendizado foi compreender o impacto que uma pesquisa bem conduzida pode ter na sociedade.”
A médica menciona que pretende continuar desenvolvendo pesquisas ao longo da trajetória profissional, especialmente na área da Oncologia. “Acredito que a ciência é uma ferramenta fundamental para promover avanços na medicina e oferecer uma assistência cada vez mais qualificada aos pacientes.Ser um jovem pesquisador é assumir o compromisso de buscar respostas para problemas relevantes, produzir conhecimento de qualidade e contribuir para a evolução da ciência com ética, dedicação e responsabilidade.”
Aos veteranos que ainda não participam do Programa de Iniciação Científica, e aos calouros que iniciarão a jornada acadêmica na próxima semana, a egressa reforça que a Iniciação Científica transforma a formação acadêmica. “Além de ampliar o conhecimento, desenvolve habilidades como pensamento crítico, disciplina e trabalho em equipe. É uma experiência enriquecedora que abre portas para novas oportunidades e permite que o estudante contribua para a sociedade ainda durante a graduação.”
Atualmente, a estrutura de pesquisa da UniRV reflete anos de investimento contínuo. São 328 projetos em andamento no ciclo 2025/2026, 70 novos projetos cadastrados em 2026, 149 professores envolvidos em pesquisa em 2025 e 68 bolsistas ativos vinculados ao programa, sendo 50 bolsas PIBIC/UniRV, 12 bolsas pelo CNPq e 6 bolsas da FAPEG, estas últimas vinculadas ao Centro de Inovação.
No último processo seletivo do PIBIC/PIVIC 2026/2027, houve um recorde inédito, com 482 inscrições, sendo o maior volume registrado na história do programa. A comparação desse volume pode ser realizada diante do histórico do Programa: No ciclo 2022/2023, foram 182 inscrições. No ciclo seguinte, 2023/2024, o número saltou para 261, crescimento de 43%. Em 2024/2025, novo avanço, com 381 inscritos, alta de 46%. Em 2025/2026, 439 inscrições, crescimento de 15% sobre o ciclo anterior. E no ciclo 2026/2027, o recorde histórico de 482 inscrições.
Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Arte: Vinicius Macedo