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Mulheres que transformam o mundo pela ciência

Publicado em: 11-02-2026
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No dia 11 de fevereiro, celebramos o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi instituída pelas Nações Unidas com um objetivo claro: promover o acesso, a participação plena e a igualdade de oportunidades para mulheres e meninas nas áreas científicas. A ONU reconhece que a união entre igualdade de gênero e ciência é essencial para que as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável sejam alcançadas.
 
Atualmente, apenas cerca de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres. O dado da UNESCO evidencia um cenário que ainda precisa avançar. Apesar dos desafios históricos e estruturais, cresce o movimento global em defesa da equidade, reconhecendo que a diversidade fortalece a produção científica, amplia perspectivas e impulsiona soluções mais eficazes para os problemas da humanidade.
 
De acordo com a UNESCO, nos próximos anos a pesquisa científica terá papel fundamental no monitoramento e na busca por soluções em áreas como segurança alimentar, saúde, água e saneamento, energia e mudanças climáticas. Nesse contexto, as mulheres são indispensáveis na identificação de problemas globais e na construção de respostas sustentáveis.
 
Na Universidade de Rio Verde, histórias reais mostram que a presença feminina na ciência já é realidade por aqui. Para a Professora Dra. Iara Barreto, a decisão de seguir a carreira científica ganhou força durante o Doutorado. Até o Mestrado, os desafios eram constantes: experimentos que não davam certo, mudanças de rota, redefinições de objetivos. No entanto, cada obstáculo trouxe aprendizado.
 
“Aprendi que nada é em vão quando feito com dedicação”, afirma. Foi nas visitas ao hospital para coletas, no contato direto com pacientes e nas discussões científicas no laboratório que ela passou a se reconhecer como parte ativa da ciência, buscando impacto real na sociedade.
 
Seu projeto mais marcante investigou alterações genéticas relacionadas à via da vitamina D na resposta imune de pacientes com Leishmaniose Tegumentar Americana. Foram quase três anos de dedicação entre coletas no Hospital de Doenças Tropicais, (HDT), em Goiânia, e análises laboratoriais. Mesmo enfrentando as limitações durante a pandemia, a pesquisa gerou grandes resultados e abriu novas perspectivas para estudos futuros.
 
Para as jovens cientistas, ela deixa o seguinte conselho: dedicar tempo, mergulhar nos assuntos científicos, cultivar a curiosidade, e acima de tudo desenvolver resiliência e construir um propósito claro.
 
 
Para a Professora Dra. Amanda Miranda, a carreira científica era um sonho antigo. Desde pequena foi movida pela curiosidade e pelo desejo de entender o “porquê” das coisas. Vinda de uma família de professores, ela conta que encontrou na Medicina o caminho para unir assistência, ensino e pesquisa.
 
Durante a graduação, dedicou-se à Iniciação Científica e, ao longo das Residências Médicas, consolidou sua trajetória acadêmica com publicações e projetos. Seu mestrado em Ciências da Saúde marcou sua carreira: um ensaio clínico duplo-cego e placebo controlado que investigou a eficácia da planta do cerrado brasileiro Brosimum gaudichaudii (mamacadela) no tratamento do vitiligo.
 
O estudo demonstrou que a substância é eficaz e segura, gerando novas perspectivas terapêuticas para uma doença que impacta profundamente a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.
 
Mãe de três filhos, dermatologista e professora, ela destaca que conciliar maternidade e carreira científica ainda é um desafio. “São necessárias políticas de apoio à maternidade nas Universidades e construção de redes de apoio para que possamos exercer com mais tranquilidade todas estas funções. Além disso, é necessário persistir na construção da carreira acadêmica e científica, pois são muitos altos e baixos. No fim vale muito a pena”, afirma.
 
Seu conselho para as futuras cientistas é poderoso: “Não tenha medo de errar. Na ciência, o erro é um dado valioso”.
 
 
Movida pela curiosidade desde cedo, a Professora Dra. Ana Paula Fontana encontrou na ciência a possibilidade de transformar conhecimento em impacto real, especialmente na saúde. Para ela, ensino, pesquisa e extensão caminham juntos.
 
Entre seus projetos mais significativos estão aqueles que unem formação acadêmica e impacto social. Atualmente, desenvolve pesquisa voltada ao diagnóstico precoce de células neoplásicas, utilizando o zebrafish como modelo experimental, uma iniciativa promissora para contribuir com tratamentos mais precoces e eficazes.
 
Ela acredita que a representatividade é determinante para encorajar novas gerações. “Quando mulheres ocupam espaços de liderança na ciência, outras conseguem se enxergar ali também”, compartilha.
 
Às jovens cientistas, deixa um incentivo: confiar no próprio caminho e não minimizar suas conquistas. “A ciência exige persistência, colaboração e, muitas vezes, coragem. Busquem formação sólida, mas não percam o propósito”, conclui.
 
Neste 11 de fevereiro, mais do que celebrar, é preciso reafirmar o compromisso com uma ciência diversa, inclusiva e plural. Apesar dos desafios, as mulheres estão abrindo caminhos, rompendo barreiras e construindo um futuro mais justo por meio do conhecimento.
 
O reitor, Professor Dr. Alberto Barella Netto ressalta a importância do protagonismo das mulheres na ciência. "O trabalho realizado por nossas professoras contribui para o avanço da ciência. Por meio do nosso incentivo e suporte ao trabalho de cada uma de nossas talentosas mulheres buscamos, como instituição, colaborar com um mundo no qual a pesquisa e a divulgação científica sejam ambientes igualitários e acolhedores com a participação feminina. Parabéns às nossas docentes que fortalecem esta missão!", parabeniza.
 
 
Equipe ASCOM
Jornalista Ana Júlia Sales
Fotos: Arquivo Pessoal

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