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Potencial da estruvita é discutido em mesa-redonda do Mestrado em Produção Vegetal

Publicado em: 11-04-2025
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Diante dos desafios ambientais e da crescente demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis, pesquisadores têm buscado novas soluções para garantir a produtividade no campo sem comprometer os recursos naturais. Por ser uma alternativa sustentável de fósforo e nitrogênio para a agricultura, a estruvita produzida a partir do digestato, faz parte de um estudo financiado pelo CNPq e com participação de professores da Faculdade de Agronomia, alunos do Mestrado em Produção Vegetal e Acadêmicos de Iniciação Científica da Universidade de Rio Verde.


O projeto, atualmente em seu terceiro ano envolve também três centros de pesquisa da Embrapa, a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Santa Catarina e o Instituto Federal de Farroupilha. “A gente já está no terceiro ano de um projeto que é financiado pelo CNPq para estudar o potencial do fertilizante estruvita, um fertilizante fonte de fósforo para o manejo sustentável do fósforo na agricultura brasileira,“  afirma Dr. Caio de Teves Inácio, da Embrapa Agrobiologia.

Caio Teves explica que a estruvita é um fosfato de magnésia amônia, é um fertilizante obtido a partir da recuperação do fósforo e do nitrogênio contidos em qualquer efluente agropecuário, ou seja, dejetos, que tenha um teor elevado de fósforo, e esse projeto com experimentos em casas de vegetação, experimentos de campo, experimento grande em várias regiões do país com excelentes resultados, estuda o seu potencial como um fertilizante para os solos brasileiros.
 

O especialista explica que o solo rouba o fósforo que é colocado e a planta não consegue acessar e isso acontece nos solos tropicais, por isso que se usa calcário ou uma série de técnicas para minimizar esse efeito, mas esse efeito sempre está presente. “Uma das vantagens da estruvita é que são nutrientes recuperados do dejeto, então, a gente está trabalhando com economia circular, que ajudaria a ter menos dependência da importação de fertilizantes, por exemplo, e também a aliviaria a pressão sobre as fontes não renováveis de fertilizantes,” completa Caio.
 
Equipe Ascom UniRV
Jornalista Vanderli Silvestre - CRP 4126/GO
Fotos: Marcos Santos 

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